Marta Victorino
Esta foi a escolha da Ana Luísa Neiva, agradeço desde já as informações dadas, e o bom clique que me forneceu. Esta foto é retirada do site olhares, (http://br.olhares.com/velhosso_os_chumbos_foto2588564.html), obtida pela Marta Victorino. Uma jovem de Lisboa, que expõe o seu trabalho no site olhares.
Velhos? Só os chumbos... , 2009
É uma boa foto com um bom enquadramento centrado, o que dá mais destaque às figuras do centro.
As duas figuras são de facto as de maior destaque da imagem com tons mais escuros que a restante foto.
A posição das figuras é dinâmica e alegre o que torna a composição mais rica.
A forma como a luz incide nas figuras masculinas do centro, contrastando com a sombra que as envolve, e a forma como, o desfocamento do fundo faz com que este se encontre uniformizado, garantem a esta imagem uma harmonia na composição e uma certeza sobre quais os motivos centrais da imagem, sobre os objectos a salientar.
Esta é uma das fotos que narra uma história, e que transparece uma grande mensagem, e é esse um dos maiores motivos que a faz ser uma grande fotografia, dois idosos brincam como jovens, sorriem como jovens, passando a mensagem importante que não se deixa de ser jovem aos 60, 70, ou 80.
Faz referencia ao Redescobrir dos jogos tradicionais, transmitidos de geração em geração sendo uma forma de defender as tradições e preservar o valioso legado cultural do passado.
Este é um bom registo que reflete na perfeição que um espirito jovial pode contrariar o avanço da idade!
Jean Baptiste Mondino
Mondino é considerado um mestre do visual do publicitário de luxo, é dos mais requisitados artistas quando o assunto é imprimir uma ideia de sofisticação e refinamento especialmente em campanhas publicitárias. Actualmente é conhecido pelo trabalho em moda.
Nasceu em França a 1949, mas foi em Londres que deu os primeiros passos na fotografia na área da moda. Entretanto, como realizador de vídeo clips trabalhou com estrelas como Björk, Neneh Cherry, Missy Elliott, Madonna (etc.)
Jean Baptiste Mondino
Título, ano (?)
A escolha por esta foto foi arriscada. Mas é esse mesmo termo que mais a retrata.
Tem um bom enquadramento, de tipo centrado, dá um completo destaque ao plano do quadro e à figura sentada na cadeira. A profundidade dada é obtida pela ilusão que o quadro nos oferece, (quando o cabelo da figura masculina é sobreposta ao corpo da figura do quadro) é conseguido graças às cores das figuras (colocando as zonas mais claras em primeiro plano e as mais escuras em segundo), e à convergência e sobreposição destas, fazendo com que esta zona da fotografia seja o centro de interesse do espectador. A ilusão de perspectiva é um pouco ou quanto exagerada transmitindo uma falsa sensação de espaço.
As tonalidades da foto também são outro aspecto relevante na imagem, centro de interesse está colocado em completo contraste com o que lhe rodeia. O preto contrasta com a cor do corpo do quadro, o que lhe acarreta mais interesse e foco, rodeando um fundo branco e do chão e da parede. As cores da composição são bastantes harmoniosas, e complementam-se.
Não acho que esta foto conte uma história, mas sim um momento, fugaz, um instante, uma ironia, que para além da magnífica composição, consegue-nos cativar, mover, e sorrir.
O fotógrafo, “como animal da sociedade” tem que se mover pela ousadia e arriscar. E nesta foto reflecte-se isso mesmo. A poesia com que brinca a beleza e o corpo da mulher, colocando-o como cabelo da figura masculina sentada, é cativante e genial, inteligente e acima de tudo autentica.
Mondine conseguiu uma foto de requinte e arriscada, o que me leva a desejar um dia obter este grau imenso de criatividade.