18 de nov. de 2010

Proposta VII - Fotografia à séc. XIX



Abri o baú, deparei-me com esta. Que pena ter-se entornado o café! Vincadas estão as marcas do tempo, aquele que passa, passa e não se repete.
 (Quem me dera ter a sorte de ter sido um dia fotografada em tempos passados.)

Ingredientes? Fotografia captada pela Flávia (a mesma da apresentação), uns contrastes alterados, uns valores luminicos, uma maior saturação, uma nódoa de café e um papel amarrotado.

Este seria o (possível) estado de um retrato meu do século XIX.
(Aplausos ao Photoshop!) 

16 de nov. de 2010

Proposta VI - Andreas Gursky como inspiração


Depois dum primeiro estudo à fotografia, e aos seus principais mestres, foi-nos concebido como proposta a elaboração de uma fotografia/ilustração “ao jeito” do nosso fotógrafo escolhido na proposta anterior, ou seja tendo como inspiração o seu trabalho e o modo (muito próprio) de fotografar.
"Legomantuados" Opção 1

"Prédio da janela" Opção 2

Sendo Gursky um fotografo muito próprio, exigia-se um trabalho com os seus emblemáticos elementos que o caracterizam, género de módulos, catalogação e muito plástico.

Depois de muitas incertezas no inicio do trabalho, procurei figuras que retratassem a forma de padrão, composto por módulos. Desde janelas, legos, prédios, a carros, embalagens de guloseimas, montras de revistas, tudo me despertou interesse para a composição.
As que melhor resultado plástico obtiveram foram para mim os Legos e as janelas da fachada da escola.
São dois trabalhos distintos, mas os quais acho responderem à proposta pedida.




4 de nov. de 2010

Proposta V - Mestres da fotografia

Andreas Gursky 
"A minha preferência por estruturas bem definidas resulta do meu desejo - talvez ilusório - de não perder rastos às coisas e de manter algum controle sobre o mundo."

Andreas Gursky, alemão nascido a 15 de Janeiro de 1955 é um dos maiores fotógrafos contemporâneos da actualidade. É conhecido pelo seu método distintivo da sistemática de catalogação maquinaria industrial e arquitectura e fotografia de paisagens e composições de elevado porte e dimensão, muitas vezes utilizando um ponto de vista elevado.


"99 cents, Andreas Gursky (1999)


Estudou Artes na escola Folkwangschule e na academia de Artes de Dusseldorf (Alemanha). Ali foi aluno de Bernd e Hilla Becher, cuja obra revolucionou a fotografia Alemã. 
Antes da década de 90 o seu trabalho mantinha um formato mais reduzido, a sua temática girava em torno da relação do homem com o meio ambiente e não manipulava digitalmente as imagens, mas quando registou confiança e à vontade nos computadores começou a fazê-lo, melhorando as fotos, criando espaços mais amplos do que os "sujeitos fotografados".


"Rimini, Andreas Gursky, (1990)"

Gursky é um homem que documenta o mundo, as pessoas e lugares na sua forma e visão muito própria. As suas obras são metódicas, imponentes, grandes e acima de tudo muito "plásticas". E a minha escolha requereu sobre ele por isso mesmo, pela maneira muito plástica que constrói a fotografia. 

A forma "padrão" muito arquitectónico, e a maneira como o fotógrafo conduz o observador a perceber as suas imagens através de uma extraordinária "coreografia" das personagens e dos objectos, reproduzindo a realidade social com tamanha plenitude de detalhes, cores e estruturas, e com um olhar praticamente isento de preconceitos é incrível.

Considero um trabalho ímpar pois as obras de Gursky, apesar de serem total ou parcialmente artificiais e construídas, funcionam muito como retratos do mundo de hoje. 

"Hamm, Bergwerk Ost, Andreas Gursky (2008)"

2 de nov. de 2010

Proposta IV - Fotografia Digital


Marta Victorino
Esta foi a escolha da Ana Luísa Neiva, agradeço desde já as informações dadas, e o bom clique que me forneceu. Esta foto é retirada do site olhares,  (http://br.olhares.com/velhosso_os_chumbos_foto2588564.html), obtida pela Marta Victorino. Uma jovem de Lisboa, que expõe o seu trabalho no site olhares.

Marta Victorino
Velhos? Só os chumbos... , 2009 

É uma boa foto com um bom enquadramento centrado, o que dá mais destaque às figuras do centro.
As duas figuras são de facto as de maior destaque da imagem com tons mais escuros que a restante foto.
A posição das figuras é dinâmica e alegre o que torna a composição mais rica.
A forma como a luz incide nas figuras masculinas do centro, contrastando com a sombra que as envolve, e a forma como, o desfocamento do fundo faz com que este se encontre uniformizado, garantem a esta imagem uma harmonia na composição e uma certeza sobre quais os motivos centrais da imagem, sobre os objectos a salientar.

Esta é uma das fotos que narra uma história, e que transparece uma grande mensagem, e é esse um dos maiores motivos que a faz ser uma grande fotografia, dois idosos brincam como jovens, sorriem como jovens, passando a mensagem importante que não se deixa de ser jovem aos 60, 70, ou 80.
Faz referencia ao Redescobrir dos jogos tradicionais, transmitidos de geração em geração sendo uma forma de defender as tradições e preservar o valioso legado cultural do passado.
Este é um bom registo que reflete na perfeição que um espirito jovial pode contrariar o avanço da idade!



Jean Baptiste Mondino
Mondino é considerado um mestre do visual do publicitário de luxo, é dos mais requisitados artistas quando o assunto é imprimir uma ideia de sofisticação e refinamento especialmente em campanhas publicitárias. Actualmente é conhecido pelo trabalho em moda.
Nasceu em França a 1949, mas foi em Londres que deu os primeiros passos na fotografia na área da moda. Entretanto, como realizador de vídeo clips trabalhou com estrelas como Björk, Neneh Cherry, Missy Elliott, Madonna (etc.) 


Jean Baptiste Mondino
Título, ano (?)

A escolha por esta foto foi arriscada. Mas é esse mesmo termo que mais a retrata.
Tem um bom enquadramento, de tipo centrado, dá um completo destaque ao plano do quadro e à figura sentada na cadeira. A profundidade dada é obtida pela ilusão que o quadro nos oferece, (quando o cabelo da figura masculina é sobreposta ao corpo da figura do quadro) é conseguido graças às cores das figuras (colocando as zonas mais claras em primeiro plano e as mais escuras em segundo), e à convergência e sobreposição destas, fazendo com que esta zona da fotografia seja o centro de interesse do espectador. A ilusão de perspectiva é um pouco ou quanto exagerada transmitindo uma falsa sensação de espaço.
As tonalidades da foto também são outro aspecto relevante na imagem, centro de interesse está colocado em completo contraste com o que lhe rodeia. O preto contrasta com a cor do corpo do quadro, o que lhe acarreta mais interesse e foco, rodeando um fundo branco e do chão e da parede. As cores  da  composição  são  bastantes  harmoniosas, e  complementam-se.

Não acho que esta foto conte uma história, mas sim um momento, fugaz, um instante, uma ironia, que para além da magnífica composição, consegue-nos cativar, mover, e sorrir.
O fotógrafo, “como animal da sociedade” tem que se mover pela ousadia e arriscar. E nesta foto reflecte-se isso mesmo. A poesia com que brinca a beleza e o corpo da mulher, colocando-o como cabelo da figura masculina sentada, é cativante e genial, inteligente e acima de tudo autentica. 
Mondine conseguiu uma foto de requinte e arriscada, o que me leva a desejar um dia obter este grau imenso de criatividade.