Ainda que desejando mais, faço um balanço positivo dos trabalhos realizados sobre sonoplastia.
Procurei explorar da melhor forma o programa Audacity adequando os efeitos ao que desejava. A minha batalha foi mesmo encontrar os sons que pretendia e o tempo delimitado para cada proposta. Neste trabalho aprendi a comunicar através do som, traduzindo uma imagem/texto numa faixa sonora. Recorri a música, ruídos, falas e efeitos sonoros, manipulei os registos e obtive como resultado uma faixa sonora correspondente ao enunciado de cada proposta.
No primeiro trabalho escolhi a prancha de José Tomás por gosto pessoal e também pela (hipotética) facilidade de encontrar os sons pretendidos, retrato um homem que se desloca atrasado e apressado para o aeroporto, e que pelas questões de segurança da área de avião, como a passagem pelo detector de metais, o faz perder o avião. Não quis de todo obter uma fiel reprodução da banda desenhada para provocar no ouvinte um diferente imaginar da “acção”. Já no segundo trabalho a proposta dada era diferente, sendo que desta vez teríamos que construir uma faixa sonora que retratasse um texto descritivo de uma cidade. A cidade tinha características muito “antagónicas” que me colocou dificuldades na sua realização. Por último, “sonoplastia de Cesariny”, tinha um diferente objectivo dos trabalhos antes realizados. Era um trabalho mais de carácter pessoal, onde teríamos de transmitir as “sensações” que a leitura do poema nos transmite. Deste modo, optei pelo “sussurro” do poema, como tendo como plano de fundo a música Viorar Vel Til Loftarasa da banda Sigur Ros, querendo transmitir um desejo, uma ânsia, e uma mensagem muito forte de Mário Cesariny.
Estes trabalhos foram executados no programa Audacity com clips de som retirados de sites (como grsites.com/partnersinrhyme.com) e outros gravados directamente para o programa, como a gravação de voz feita na terceira proposta.



